Fernando Chalana, português, morre aos 63 anos

EFE / A Voz de Michoacán

Lisboa. O português Fernando Chalana, apelidado de “o pequeno génio” e um dos principais nomes do Benfica, morreu esta manhã, aos 63 anos, segundo a Federação Portuguesa de Futebol (FPF).

Chalana, nascido no Barreiro (distrito de Setúbal) a 10 de fevereiro de 1959, foi “um dos jogadores que mais marcou o futebol português”, recordou a FPF em comunicado de imprensa, onde não revelou as causas da morte.

Jogou pelo Benfica durante 13 épocas e passou por Bordéus, Belenenses e Estrela de Amadora.

Foi internacional 27 vezes, com dois golos marcados entre 1976 e 1988, tendo-se despedido com a camisola das “quinas” durante o jogo entre Portugal e Suécia (0-0), em preparação, a 12 de outubro de 1988.

A FPF anunciou que decretou um minuto de silêncio em sua memória em todos os jogos que organiza entre 10 e 15 de agosto.

Por seu lado, o Benfica recordou em nota de imprensa que o “pequeno génio” tinha disputado o seu primeiro jogo na primeira divisão portuguesa em março de 1976, com 17 anos e 25 dias: “Até então, ninguém tão jovem nunca jogou na primeira divisão portuguesa”.

Após o anúncio da sua morte, o clube anunciou que a bandeira seria hasteada a meio mastro no Estádio da Luz e no Benfica Campus.

O presidente da FPF, Fernando Gomes, recordou como Chalana “espalhou magia e arte nos campos de futebol, encantou os adeptos com a sua fantasia, conquistou a admiração de todos os apaixonados pelo desporto e foi, com razão, elevado à dimensão de um ídolo”.

“Chalana foi sem dúvida um dos melhores jogadores da história do nosso futebol e um nome que distinguiu Portugal no mundo”, acrescentou.

Por seu lado, o seleccionador nacional, Fernando Santos, lembrou que foi “um orgulho enorme enfrentá-lo” e “um dos jogadores que mais dificuldades lhe criou” no terreno.

“Foi sempre uma grande alegria jogar contra ele. A amizade reflectiu-se também quando foi meu colaborador no Benfica. Lembro-me dele com muita saudade. Que descanse em paz, eu lutarei Que a sua alma descanse em paz. Um grande abraço, amigo Bargeboat”, disse o treinador.

Cristiano Cunha

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