Rebelo minimiza decisão de Bolsonaro de cancelar reunião por causa do encontro com Lula | Política | Edição América

O presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, chegou ao Rio de Janeiro neste sábado e minimizou o fato de o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, ter decidido cancelar a reunião que teriam na próxima segunda-feira em Brasília.

O próprio Bolsonaro informou no dia anterior que a audiência e um subsequente almoço com Rebelo de Sousa haviam sido “cancelados” devido ao fato de o líder português também planejar se encontrar neste domingo em São Paulo com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, seu mais velho. antagonista na política brasileira.

Embora Bolsonaro não tenha especificado, essa reação pouco diplomática está diretamente ligada às eleições de outubro próximo, nas quais ele tentará renovar seu mandato apesar de todas as pesquisas mostrarem Lula como o grande favorito, com cerca de 50% das intenções de voto.

‘Passo por cima dessas coisas’ porque ‘o importante é a relação entre os povos’, disse o presidente português a repórteres logo após mergulhar nas águas atlânticas da praia de Copabacana, por onde passeou antes de iniciar seu programa oficial.

Rebelo de Souza explicou que sua “prioridade” no Brasil é comemorar os 100 anos da primeira travessia aérea do Atlântico, realizada em 1922 por dois pilotos portugueses, e assistir à inauguração da Bienal do livro de São Paulo, dedicado esta noite em Portugal.

Ele também disse que está mantendo o restante de sua agenda, que neste domingo inclui a entrevista de Lula que irritou Bolsonaro e um encontro com o ex-presidente brasileiro Michel Temer.

Pouco antes de ir para o Brasil, que comemorará o bicentenário da independência de Portugal no dia 7 de setembro, Rebelo de Sousa já havia subestimado a decisão de Bolsonaro, da qual ainda foi informado em Lisboa.

Segundo o presidente português, “ninguém morre” de uma reunião cancelada e qualquer pessoa pode “manter ou retirar um convite”.

Ele também assegurou, como reiterou neste sábado no Rio de Janeiro, que a decisão do líder da extrema direita brasileira não afetará as relações entre Brasil e Portugal, pois transcende a esfera dos próprios governos e, na verdade, pertence “aos povos”. “

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