VÍDEO: Costa recusa-se a avaliar crise em Portugal na pendência de pronunciamento do presidente

28-10-2021 O Primeiro-Ministro de Portugal, António Costa (l) e o Presidente do Governo, Pedro Sánchez (r), durante uma conferência de imprensa durante a XXXI Cimeira Hispano-Portuguesa, a 28 de outubro de 2021, em Trujillo, Cáceres, Extremadura (Espanha). A 32ª Cimeira Hispano-Portuguesa realiza-se sob o lema “Por uma mobilidade sustentável”, e um dos seus pontos mais importantes é a assinatura de um novo tratado de amizade e cooperação entre Espanha e Portugal para atualização do atual, que foi assinado em 1977 POLÍTICA Jorge Armestar – Europa Press

Sánchez vê Portugal como ‘um exemplo de estabilidade’ e elogia as capacidades do seu aliado

TRUJILLO, 28 (EUROPE PRESS TELEVISION)

O primeiro-ministro português António Costa recusou-se a avaliar esta quinta-feira o cenário político que se abre após a rejeição parlamentar dos orçamentos de 2022 e, a pretexto de não falar de questões internas quando está fora do país, disse que vai aguardar a futura declaração do presidente, Marcelo Rebelo de Sousa.

Costa compareceu com o seu homólogo espanhol, Pedro Sánchez, no final da XXXII Cimeira Hispano-Portuguesa realizada em Trujillo, o seu primeiro acto desde que a Assembleia da República Portuguesa disse “não” à sua proposta orçamental e voltou-se para Portugal para um estalo previsível eleição.

“Não estou habituado a falar de política doméstica quando estou no estrangeiro”, disse o presidente português quando questionado por jornalistas, embora tenha dito que se sentia “em casa” em Trujillo. “A política nacional é discutida em Portugal”, acrescentou em outro momento da aparição.

Costa limitou-se a sublinhar que os acontecimentos se desenrolarão “com serenidade e calma” e acrescentou que, em todo o caso, quem “pode ​​e deve” tomar decisões sobre o futuro político de Portugal é Rebelo de Sousa, que tem entre as suas competências o dissolução do Parlamento e convocação de eleições.

O primeiro-ministro disse que vai agir “de acordo com a decisão” do presidente, com quem assegurou ter relações “cordiais”. Antes que o parlamento adotasse os orçamentos para o próximo ano financeiro, Costa havia prometido publicamente não renunciar e liderar o Partido Socialista (PS) nas próximas eleições.

BOM ACORDO POLÍTICO

Sánchez também não avaliou expressamente a crise política portuguesa, embora tenha indicado que, na sua opinião, “Portugal é um exemplo de estabilidade”. Ele também fez questão de reivindicar o papel de Costa, tanto nas relações bilaterais como na União Europeia: “Há poucos primeiros-ministros com as competências e habilidades do primeiro-ministro português”.

Costa retribuiu o gesto, definindo Sánchez como “a voz mais alta da Europa progressista”. Da mesma forma, congratulou-se com o facto de existir agora “um novo consenso” na UE que implica também incluir o progresso social como eixo prioritário das políticas.

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Cristiano Cunha

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