DAS ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS
Portugal, Espanha e Reino Unido têm sido as zonas mais afetadas pelo “apocalipse térmico” que atinge o Velho Continente, onde se registam temperaturas superiores a 45 graus Celsius.
Mais de 1.700 pessoas morreram como resultado do ‘apocalipse térmico’ que atingiu a Europa. O país mais afetado é Portugal, onde se regista um excesso de mortes de 1.063 pessoasque são atribuídos à onda de calor que mantém as temperaturas acima de 40°C no hemisfério norte e que está causando estragos até nas estradas.
Outra das nações com mais complicações é Espanha, onde, até o momento, 679 vítimas foram registradas como causa direta das altas temperaturas. Só no domingo, 17 de julho, foram registradas 169 mortes por causa do calor, um dia em que a temperatura era de 45°.
O Reino Unido tem seu próprio teste. Nesta terça-feira, as autoridades britânicas alertam a população para evitar o uso de transporte público, tudo isso enquanto em Londres uma pista do aeroporto teve que ser fechada porque estava derretendo parcialmente.
O referido país continua em alerta laranja, com temperaturas em torno de 40°, as mais altas registradas na história. De acordo com o escritório meteorológico local (MET), a onda tem um forte impacto “nas pessoas e na infraestrutura” e, portanto, pode ser gerada uma “situação muito opressiva”.
Na França, a situação não é muito diferente. Nantes, cidade na costa atlântica, registrou 42°C, superando o recorde histórico de 1949, quando 40,3° havia sido alcançado. Enquanto na Normandia foram registados 32,8° às 03:00 desta terça-feira e, segundo as autoridades francesas, toda a costa oeste foi afetada pelas altas temperaturas.
Dadas as graves repercussões da onda de calor, a Comissão Europeia disse que 46% do bloco está sob alerta de seca, enquanto os incêndios florestais continuam destruindo florestas nativas e matagais na França, Espanha e Portugal.
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