Portugal encontra pellets nas suas costas, mas não sabe se vêm de “Toconao”

Pellets de plástico chegam à costa de Portugal, embora não se saiba se vieram do navio porta-contentores Toconao. No dia 8 de dezembro, o comerciante perdeu os contentores a 40 milhas da costa de Viana do Castelo. O país vizinho, porém, não foi afetado pela maré de plástico que atingiu as praias da Galiza e, em menor medida, as das Astúrias e da Cantábria. Até agora, Portugal não tinha detectado brilho nas suas praias arenosas.

Isso mudou nesta sexta-feira. A Autoridade Marítima Nacional (NMA) encontrou quantidades “insignificantes” de partículas de plástico no ca leste de Viana do Castelo e Caminha. Concretamente, foram encontrados na Praia do Cabedelo, em Viana do Castelo, e perto do Forte do Cão, em Vila Praia de Âncora, em Caminha. No momento não se sabe se vieram do contêiner que caiu no mar do Toconao.

Portugal organiza

Um porta-voz da AMN sublinhou que o aparecimento deste material “não é motivo de preocupação”, em declarações à Agência Lusa. A Autoridade Marítima Nacional monitoriza as partículas de plástico e ativou um plano de emergência no âmbito do Plano Mar Limpo. “O Instituto Hidrográfico da Marinha Portuguesa calcula constantemente a deriva dos pellets, e até agora não há probabilidade de surgirem grandes quantidades de material na costa portuguesa“, explicou.

As autoridades locais da AMN estão em contacto com os municípios, agentes da Proteção Civil e outras entidades “para sensibilizar para o risco”, mas também para criar uma lista de entidades que podem colaborar com as autoridades na limpeza de praias. “Neste momento, várias equipas estão em alerta para a possível eliminação de pellets”, acrescentou o porta-voz.


Alex Gouveia

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